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A defesa da advocacia é crucial para o acesso à Justiça. Honorários são direitos legais que garantem a remuneração do trabalho jurídico, essencial na luta por direitos.
O pagamento de honorários advocatícios é um aspecto fundamental do sistema jurídico, sendo reconhecido como um direito legal. Este conceito é amplamente respaldado pela legislação, e qualquer tentativa de reduzir sua importância deve ser firmemente contestada, uma vez que o respeito aos honorários é intrínseco ao próprio funcionamento da Justiça.
A noção de remuneração do trabalho jurídico remonta à época do Direito Romano, com os primeiros advocates, que eram cidadãos especializados em apoiar outros nas questões legais. Com a evolução das sociedades, ficou evidente que a busca por justiça exige um conhecimento técnico que deve ser recompensado.
Historicamente, sempre que um povo buscou a proteção de seus direitos e a diminuição de conflitos, surgiu a necessidade de valorizar a advocacia. O advogado assume um papel crucial, servindo de intermediário entre o cidadão e o Estado, além de oferecer a proteção necessária contra abusos e contribuir para que as pessoas façam escolhas corretas.
No Brasil, a legislação garante que os honorários, independente de serem acordados entre o advogado e o cliente ou fixados pelo juiz, pertencem ao advogado, conforme estabelece o artigo 22 do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94). Esta determinação reflete a realidade de que esses honorários são uma compensação justa por um trabalho que implica estudo contínuo, responsabilidade, preparação técnica e comprometimento.
Os honorários são essenciais para a sustentação da própria advocacia, permitindo que os escritórios operem, mantenham a infraestrutura necessária, invistam em tecnologia, capacitações e garantam o sustento dos profissionais e suas famílias. Assim, eles possibilitam o exercício da função social do advogado, que é defender os direitos dos cidadãos.
No entanto, ainda persiste, em algumas esferas, a noção equivocada de que receber honorários representa uma exploração do cliente. Essa visão distorcida não condiz com a realidade, pois o valor pago pelo cliente corresponde ao trabalho que o advogado executa para assegurar a realização dos seus direitos.
Quando uma pessoa enfrenta injustiças, conflitos familiares, processos criminais ou busca benefícios previdenciários, é o advogado quem atua como facilitador entre o problema e a solução. Sem a devida remuneração, o exercício dessa função se tornaria inviável, assim como qualquer outra profissão que requer compromisso e dedicação.
Honorários não são uma forma fácil de ganho, mas o resultado de horas de estudo, responsabilidade sobre vidas e decisões cálidas. Esta forma de remuneração é tão legítima quanto os salários de outras profissões, como educadores, médicos e engenheiros.
Assim, respeitar os honorários advocatícios é analogamente respeitar a Justiça. Essa aceitação implica a compreensão de que sem a presença da advocacia não existe um verdadeiro equilíbrio entre as partes, defesa adequada ou acesso às garantias legais.
O cidadão que compreende os honorários reconhece que eles estão relacionados ao serviço prestado e não ao seu poder aquisitivo. Entende que essa relação é parte da civilização, que desde os tempos romanos avança na medida em que valoriza aqueles que lutam diariamente pela salvaguarda de direitos.
Os honorários representam uma remuneração justa e necessária para que a advocacia continue a ser a protectora da liberdade, justiça e cidadania.
Fonte da imagem: Assessoria
Fonte das informações: Assessoria
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